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UM ANO E TRÊS MESES DEPOIS DA CATÁSTROFE DE FUKUSHIMA, JAPÃO CONTINUA EM BUSCA DE ENERGIA  escrito em segunda 02 julho 2012 18:12

Blog de nevesrj :LEIA À VONTADE..., UM ANO E TRÊS MESES DEPOIS DA CATÁSTROFE DE FUKUSHIMA, JAPÃO CONTINUA EM BUSCA DE ENERGIA

Energia das águas termais (geotérmica) ainda é pouco desenvolvida, apesar de enorme potencial do arquipélago nipônico

 
Com a maioria das usinas nucleares paradas devido ao terremoto e tsunami que devastaram o país em março do ano passado, o Japão tem um grande desafio de encontrar opções de fontes de energia substitutas para atender a sua matriz. Nessa busca, as renováveis e limpas ganham espaço, ao lado do gás natural, considerado fonte de transição entre a energia suja e a sustentável.
 
 
Nos próximos quatro anos, o governo nipônico planeja construir centrais de energia solar e eólica que vão acrescentar mais de dois milhões de kilowatts à capacidade de geração do país, o equivalente à eletricidade produzida por dois reatores nucleares. Somente de centrais  solares são mais de 110 unidades sendo erguidas com uma capacidade de pelo menos 1.000 kilowatts cada uma, que contribuirão para gerar no total mais de 1,3 milhões de kilowatts. Já no setor de eólicas, está prevista a construção de 20 centrais com uma capacidade total de cerca de 750 mil kilowatts.
 
 
Apesar desses investimentos, especialistas não acreditam em um forte potencial japonês para essas duas fontes. No lado da fonte dos ventos, a razão é a característica da costa japonesa, em grande parte íngreme, com freqüente mudança das direções do vento e numerosas ocorrências de tufões todo o ano. No lado da geração solar, as centrais são consideradas caras demais e relativamente ineficientes na "Terra do Sol Nascente".
 
 
Energia geotérmica
 
A energia geotérmica é a grande aposta dos especialistas. Assentado sobre uma região vulcânica, o "Círculo de Fogo do Pacífico", o Japão tem várias erupções de águas quentes, que servem para os banhos termais e para as usinas geotérmicas. Ainda há poucos exemplares desta fonte no país tanto porque a maior parte das áreas potenciais para alocação das usinas são classificadas como de proteção ambiental quanto porque a energia nuclear sempre foi vendida a preços muito maisem conta. Deacordo com relatório do Citigroup, o Japão é o terceiro país do mundo com o maior potencial geotérmico, ficando atrás dos EUA e Indonésia.
 
 
Com vantagens em relação à eólica e solar, a energia geotérmica é uma fonte estável, não sendo afetada por padrões meteorológicos imprevisíveis. Dependendo das condições geológicas, seu custo a longo prazo pode ser menor, por exemplo, que o do carvão. A partir do momento que as reservas são confirmadas e uma usina de energia é construída, o vapor que move as turbinas da usina é virtualmente gratuito. 
 
Ao contrário das geotérmicas, as termelétricas a carvão são bastante usadas no país e aumentaram sua participação após o desligamento em massa das nucleares. Da mesma forma, o país passou a consumir mais petróleo e gás natural. O gás é considerado energético intermediário dos combustíveis sujos e os limpos, por liberar menos gases tóxicos que os demais combustíveis fósseis.
  
De olho no gás  natural 
 
Vários projetos a gás natural estão sendo estudados em complementaridade às fontes sustentáveis, dois deles em parceria com a Rússia. Os dois países estão discutindo a criação de um gasoduto para aumento do fornecimento de gás natural russo, que viria a partir da maior produção de GNL (gás natural liquefeito) naIlha Sakhalina e da implementação de uma usina também de GNL em Vladivostok, ambas as regiões no extremo oriente russo. 
 
Paralelamente ao contato com os russos, o governo japonês está de olho no shale gas(gás de folhelho) norte americano. Nos últimos anos, os EUA deslancharam na tecnologia para extração deste insumo e conta com enormes reservas. Por isso, já conta com produção bastante elevada de shale gas, tornando a nação mais rica do mundo auto-suficiente em gás natural e um possível exportador. Embora ainda não haja garantias de exportação, os japoneses estão sondando os norte-americanos, até pouco tempo grande importador de GNL. O Japão é o maior consumidor de gás natural liquefeito do mundo e possui o maior número de terminais de regaseificação de GNL.
  
 
Dificuldades para cumprir Kyoto e interromper nucleares 
 
Com o aumento do consumo de combustíveis fósseis, o Japão terá dificuldades de cumprir com os objetivos acordados no Protocolo de Kyoto. Outra dificuldade vai ser parar de usar as usinas nucleares em período curto de tempo. As últimas usinas foram  desligadas no mês passado, mas dois reatores deverão ser religados devido à chegada do verão, quando o consumo de energia atinge seu ápice. O primeiro ministro japonês já avisou que o país seguirá dependente da nuclear até, pelo menos, 2030.
 
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